Polícia

Família busca esclarecimentos sobre morte de PM reformado em clínica de Marechal Deodoro

Gercino Correia dos Santos, de 63 anos, morreu após se afogar em um lago na área da instituição onde estava internado; parentes querem saber como ocorreu o episódio

Por Redação 20/10/2026 06h54
Família busca esclarecimentos sobre morte de PM reformado em clínica de Marechal Deodoro
Gercino Correia dos Santos, de 63 anos, morreu após se afogar em um lago na área da instituição onde estava internado - Foto: Reprodução

A morte do policial militar reformado Gercino Correia dos Santos, de 63 anos, durante uma internação em uma clínica particular de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, deixou a família em busca de respostas. Segundo relato de uma sobrinha, ele morreu após se afogar em um lago localizado na área da instituição, onde recebia acompanhamento para tratamento de transtorno bipolar.

De acordo com a familiar, os parentes confiaram à clínica os cuidados com Gercino durante um período de agravamento do quadro de saúde. A família, no entanto, ainda não sabe em quais circunstâncias ele chegou ao lago nem se estava acompanhado no momento do afogamento.

A sobrinha contou que os familiares visitaram a unidade antes da internação e que Gercino concordou em permanecer no local. Durante o período de acompanhamento, porém, ele teria começado a pedir para voltar para casa. Conforme o relato, os profissionais informaram que ele precisava continuar na instituição por mais algum tempo.

Diante dessa situação, familiares comunicaram à clínica que pretendiam buscá-lo. A morte, entretanto, ocorreu antes que pudessem concretizar a decisão, segundo a narrativa apresentada pela sobrinha. Os parentes querem esclarecer o que aconteceu e quais cuidados estavam sendo prestados ao paciente.

Família relata tentativas de reanimação


Ainda segundo a sobrinha, Gercino recebeu atendimento médico após o afogamento. A familiar afirmou que a médica responsável informou à família que foram realizadas tentativas de reanimação durante aproximadamente 30 minutos, mas ele não resistiu.

A sobrinha também relatou que os profissionais mencionaram a presença de grande quantidade de água nos pulmões. Essa informação, assim como a causa médica do óbito, precisa ser confrontada com os registros clínicos e os documentos periciais, caso disponíveis.

Circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas


A família busca informações sobre como Gercino teve acesso ao lago e sobre as condições em que ocorreu o afogamento. Também pretende entender se ele estava participando de alguma atividade da instituição ou se houve outra circunstância antes da morte.

Segundo informações, em 19 de outubro, os familiares pretendiam procurar a Central de Flagrantes para registrar a ocorrência e buscar providências. A reportagem também informou que tentou contato com a clínica, mas não conseguiu retorno.

Até o momento, não foi localizada confirmação oficial pública sobre a abertura de investigação, nem manifestação da Polícia Civil ou da instituição a respeito do caso. As circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade de terceiros dependem de apuração, sem que seja possível concluir, com as informações disponíveis, se houve falha na assistência prestada.